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    13

    Mar
    13/03/2010 às 08h52
    Ferramentas da modalidade de ensino à distância

    Alunos: Daniel Gama Abbud
    Michele Aparecida Coelho Moreira
    André Segura Garcia Júnior

    1. Introdução

    O presente trabalho almeja demonstrar de que forma as ferramentas de educação a distância podem contribuir para esta modalidade de ensino. O artigo busca contextualizar historicamente as ferramentas utilizadas na modalidade e demonstrar a sua utilização de algumas ferramentas, enunciando os avanços e evidenciar a funcionalidade destas. Como se dá a utilização das ferramentas da modalidade de ensino a distancia? Como demonstrar as formas destas ferramentas e sua contribuição à esta modalidade de ensino?
    Educação a distância é, segundo o especialista da USP José Manuel Moran, “o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente” (MORAN, 2009). Para o professor português Carlos S.A. Pinto, da Universidade de Minho, “de uma forma muito lata poderá dizer-se que ensino/aprendizagem à distância é qualquer abordagem para disponibilizar educação, que substitua o ambiente presencial (mesmo tempo, mesmo lugar), de uma sala de aula tradicional” (PINTO, ????).
    A EaD, ou educação a distância, é a modalidade da educação em que o aluno e o professor podem estar, ou não, fisicamente próximos. Quando distantes, são interligados ou conectados via tecnologias externas, como o uso da Internet, por exemplo.

    “O advento da Internet permitiu que o processo de ensino/aprendizagem não ficasse limitado apenas à sala de aula no contexto da relação aluno/professor tradicional, mas ultrapassasse esses limites físicos dando oportunidade a que o discente construa o conhecimento no seu ambiente doméstico, de trabalho ou onde mais desejar” (SANTOS, revista).

    Nesta modalidade, que já possui mais de uma década de existência no Brasil, o aluno se vê na obrigação de buscar de maneira virtual (ou semi-presencial, como em muitos casos), as melhores formas de aprendizado o professor, por sua vez, é – ou melhor, continua sendo – responsável direto pelo ensino, mas por um novo formato. Tal estilo de aprendizado é largamente difundido no Brasil a mais de uma década, desde sua regulamentação junto ao Ministério da Educação em 1998.

    A partir de 1998, segundo o Ministério da Educação, observou-se um crescente envolvimento e investimento das instituições de ensino superior com os cursos a distância. Alguns especialistas acreditam que, por suas características econômicas, o referido ensino permite que a escola cobre mensalidades menores. (JORNAL PRIMEIRA IMPRESSÃO, 2004)

    Daí a significativa importância de um estudo mais detalhado sobre sua difusão, contextualização no cenário educacional e, principalmente, a utilização de suas ferramentas no âmbito educativo.
    Segundo Moran, temos hoje a educação presencial, semi-presencial (parte presencial / parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a educação de sala de aula, com presença do professor – e que é e sempre será absoluta quando falamos, por exemplo, em educação infantil a semi-presencial é aquela em que professor e aluno dividem tarefas e obrigações entre aulas presenciais e virtuais, através da difusão tecnológica. A educação à distância “pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação” (MORAN, 2004) . É, para Moran, um modelo que mantém a figura do professor mas torna o auto-aprendizado um recurso extremamente importante. “O importante é que EAD é educação e tem que ser de qualidade como a educação presencial”. (NASCIMENTO CARNIELLI, 2007 apud MORAN, 2009).

    1.1 Contexto histórico

    O processo de educação a distância data do início do século XIX, quando o correio cumpriu papel importante na troca de informações entre alunos e professores, a ver, “Desde o século XIX, a educação à distância com o uso do correio para transmitir informações e instruções aos alunos e receber destes as respostas às lições propostas, funciona como alternativa empregada principalmente na educação não formal”. (ALMEIDA, 2000).
    Depois de se tornar uma verdade no que diz respeito à educação, tornou-se, segundo a professora da PUC-SP Maria Elizabeth Almeida, “acessível às pessoas residentes em áreas isoladas ou àqueles que não tinham condições de cursar o ensino regular no período apropriado, o que lhe deu a reputação de educação de baixo custo e de segunda classe”. (ALMEIDA, 2000). O livro ocupou espaço significativo nesta época, sendo um dos principais instrumentos de difusão desta modalidade. Para Eduardo Chaves,

    O livro é, com certeza, a tecnologia mais importante na área de EAD antes do aparecimento das modernas tecnologias eletrônicas, especialmente as digitais. Com o livro (mesmo que manuscrito) o alcance do EAD aumentou significativamente em relação à carta. Com o aparecimento da tipografia, entretanto, o livro impresso aumentou exponencialmente o alcance do EAD. Especialmente depois do aparecimento dos sistemas postais modernos, rápidos e confiáveis, o livro tornou-se o foco do ensino por correspondência, que deixou de ser epistolar (CHAVES, Internet, 1999)

    Nas últimas décadas, no entanto, novas tecnologias como o rádio, a TV e a Internet ocuparam espaço na vida social e, consequentemente, educacional das pessoas. Chaves afirma que

    O primeiro computador foi revelado ao mundo em 1946, mas foi só depois do surgimento e do uso maciço de microcomputadores (que apareceram no final de 1977) que os computadores começaram a ser vistos como tecnologia educacional. A Internet, embora tenha sido criada em 1969, só explodiu no mercado mesmo nos últimos cinco anos, quando foi aberta para uso comercial (pois antes servia apenas a comunidade acadêmica). (CHAVES, idem)

    A convergência de TV e rádio para uma só mídia, o computador, facilitou ainda mais a difusão da EaD:

    O computador permitiu que o texto fosse enviado com facilidade a localidades remotas ou fosse buscado com facilidade em localidades remotas. O correio eletrônico permitiu que as pessoas se comunicassem assincronamente mas com extrema rapidez. Mais recentemente, o aparecimento de "chats" ou "bate-papos" permitiu a comunicação síncrona entre várias pessoas. E, mais importante, a Web permitiu não só que fosse agilizado o processo de acesso a documentos textuais, mas hoje abrange gráficos, fotografias, sons e vídeo. Não só isso, mas a Web permitiu que o acesso a todo esse material fosse feito de forma não-linear e interativa, usando a tecnologia de hipertexto. (CHAVES, idem)

    Esta explosão virtual chamada Internet criou, no conceito de Carlos Pinto, uma sala de aula ou campus virtual global.

    A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados. (MORAN, 2009).

    1.2 Fundamentos do EaD

    O e-learning é, segundo o autor Marc Rosenberg, baseado em três critérios fundamentais:

    1. É transmitido em rede, o que torna possível a atualização, armazenamento / recuperação, distribuição e compartilhamento instantâneos da instrução ou informação
    2. É fornecido ao usuário final por meio do computador utilizando a tecnologia-padrão da Internet
    3. Concentra-se na visão mais ampla de aprendizado: soluções de aprendizado que vão além dos paradigmas tradicionais de treinamento. (ROSENBERG, 2002 apud MANSANO, João, aula)

    Enquanto a aula presencial é composta de atitudes que orientam e motivam o aluno em seu início, criam conteúdos rotineiros e apresentam conteúdos mais complexos com o passar do seu desenvolvimento, a aula a distância tem como características o material de apoio, tópicos práticos de exercícios direcionados ao assunto e, particularmente, a busca do próprio aluno, o interesse individual, em desenvolver mais sobre determinado assunto. A missão do professor ou tutor é possibilitar o mais fácil acesso para este tipo de pesquisa – através de envio de links de interesse, debates em fóruns de discussão, troca de e-mails ou videoconferência, entre outros.

    1.3 Modelos de EaD

    A partir deste conceito de sala de aula virtual, o surgimento de três modelos fundamentais de educação a distância é claramente definido por Moran: o teleaula, o videoaula e a aula WEB.

    1.3.1 Teleaula

    O modelo teleaula reúne professores e alunos em frente a uma TV ou Internet para aulas semanais ao vivo. Existe uma pequena interação entre alunos e mestres, já que os primeiros podem mandar perguntas aos professores. Estes, todavia, só respondem as que julgam mais convenientes. Existem aulas presenciais com os professores conhecidos como “tutores” presidindo a aula e respondendo às questões mais profundas sobre as aulas.

    Esse modelo começou focando mais a transmissão, a tecnologia de satélite, a multiplicação de pólos onde eram instaladas as tele-salas. As aulas são variações de professor falando, com ilustração de apresentações em PowerPoint, trechos de vídeo e alguma interação com a lousa digital. Os textos das aulas estão num livro impresso ou digital (CD, DVD ou Internet). Além das teleaulas e das atividades locais com o tutor de sala dos pólos, os alunos acessam (quando podem) o portal do curso na Internet, onde encontram alguns materiais complementares, e realizam alguma interação, em geral por fórum e enviam sua atividade para o tutor online. Houve um crescimento desordenado deste modelo, com a instalação de pólos em muitas cidades sem critérios definidos de parceria e sem padrões adequados de infra-estrutura exigidos. (MORAN, 2008).

    1.3.2 WEB

    A grande maioria das universidades ou cursos superiores do Brasil utilizam o acesso online como ferramenta crucial para a comunicação com o aluno, seja por uma simples emissão de notas e provas à uma matéria inteira, com conteúdo, trabalhos, provas e métodos avaliativos condizentes com o assunto tratado. Já existem cursos de curta ou média duração que são parciais (cursos semi-presenciais) ou inteiramente online, com grade horária semanal, avaliações e certificados inteiramente online. Para Moran,

    No modelo virtual, a orientação dos alunos é feita à distância pela Internet ou telefone. Os alunos se reportam ao professor e ao tutor durante o semestre e geralmente se encontram presencialmente só para fazer as avaliações. É um modelo predominantemente onde tudo acontece na Internet e os encontros presenciais são mais espaçados, porque não existem os pólos para o apoio semanal. (MORAN, 2008)

    Os principais ambientes de aprendizagem usados são o Moodle, o Blackboard, o Teleduc, o Formare e o Webaula (este último, empresa brasileira). Algumas instituições também têm o seu próprio ambiente digital de aprendizagem.

    1.3.3 Vídeoaula

    Este terceiro estilo de aula a distância se refere à aulas produzidas em estúdio por instituições educacionais com produção impressa e audiovisual, sempre gravadas. Geralmente sua transmissão é realizada e salas com grupos pequenos de aluno e é coordenada por um tutor que tira eventuais dúvidas dos alunos durante ou depois das apresentações. Existem também as mesmas aulas em WEB, cd ou dvd, fornecidas aos alunos. Atividades, trabalhos e avaliações são entregues a um tutor online, que as corrige e pontua. O ambiente Moodle é bastante usado para este tipo de aula.

    2. Ferramentas da EaD

    2.1 Moodle

    Moodle é a principal ferramenta da web para a divulgação e hospedagem de aulas via Internet. Usado no mundo inteiro, o software acessado em moodle.org/ é uma plataforma livre e de fonte aberta para gerenciamento de cursos de educação. A sigla “moodle” tem como significado Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment, que, traduzido literalmente, significa ambiente de aprendizado dinâmico voltado para o objeto modular. Ou seja, é um ambiente de web especializado em dinâmicas de aprendizado com um objetivo ou assunto específico, modular conforme a necessidade de ensino.
    O Moodle é extremamente popular entre professores especializados em e-learning, ou educação a distância. É utilizado em 209 e em 75 línguas diferentes. Hospedado desde 1999 na cidade de Perth, costa ocidental da Austrália, tem como fundador o professor australiano da Curtin University of Technology, Martin Dougiamas. Por ser gratuito e aberto para qualquer pessoa interessada em desenvolver material educacional através do site, conta com o significante número de mais de 45.700 sites cadastrados e verificados, mais de 32 milhões de usuários e 3 milhões de cursos registrados . Além de ser o melhor e mais usado site de hospedagem de aulas no mundo, Moodle pode também ser usado para outros interesses, como por exemplo para treinamentos e desenvolvimentos de reuniões de negócios.

    2.1.1 Características do Moodle

    A infraestrutura do site é modular, ou seja, pode ser usada através de vários tipos de plug-ins. Os principais plug-ins (programas acessórios de extensão de software, também conhecidos como add-ons) são:

    • Atividades (como por exemplo de textos ou matemática)
    • Tipos de fontes de busca
    • Questões (como de verdadeiro ou falso, mútipla escolha, preenchimentos de espaço etc.)
    • Temas gráficos
    • Métodos de autenticação de registro (que habilita usuários e desenvolvedores a acessar privadamente seus próprios ambientes de estudo)
    • Métodos de matrícula
    • Geração de arquivos em PDF.

    O site pode ser utilizado por qualquer plataforma de software, como Unix, Linux, FreeBSD, Windows, Mac OS X, NetWare entre outros, sem qualquer tipo de modificação.

    2.1.2 Análise pedagógica do Moodle e origens do nome

    A filosofia pedagógica aplicada ao Moodle é a construtivista, que enfatiza a importância do aluno ou as experiências do aprendiz podem contribuir ao ensino tanto quanto os professores.
    A origem do nome Moodle é uma abreviação do título como descrito acima, mas é também, na língua inglesa, um verbo que descreve um processo de improvisação na realização de algo que eventualmente pode levar a atos criativos ou insights. Apesar disso, Moodle é uma marca registrada.

    2.1.3 Usando o Moodle

    Usar o Moodle não é difícil. O site é autoexplicativo e existem vídeos pelo Youtube que ajudam em seu uso. Primeiro é necessário configurar uma página de aula, parecida com o fluxograma de uma aula regular. Tais páginas possuem acesso livre a sites e material extra-classe. O site educacional colaborativo.org explica de maneira simples como utilizar algumas as ferramentas
    O uso de questionários com questões de múltipla escolha pode ser uma saída fácil e rápida para a maioria dos projetos de curso, mas em algumas ocasiões é necessário fazer os alunos pensarem. Nessa hora é que os questionários podem ser de grande ajuda. (...) Podemos configurar três questões dentro de uma lição e para que o aluno passe da segunda para a terceira questão, o mesmo deve responder uma pergunta. Se a resposta for errada, o aluno pode ser direcionado para uma página avisando sobre o erro, ou até mesmo voltar para a primeira questão e ter que fazer tudo novamente (colaborativo.org, 2009).

    Apesar de estar em inglês australiano, o YouTube possui este vídeo que ajuda a configurar a página Basta digitar “Decision Making Exercise using Moodle's Lesson Module” ou acessar a página www.youtube.com/watch?v=nq3das503-Q&feature=player_embedded para assistir ao modelo de uso do Moodle. O próprio site também possui uma aula de demonstração, demo.moodle.org/

    2.2 Webaula

    Um dos grupos educacionais via online que mais crescem no Brasil é o Webaula. Desde 1999, o Webaula é utilizado por várias empresas e milhares de alunos como ferramenta para o estudo do e-learning. O site apresenta 4 formas de distribuição de EAD: o WBT (online), onde todo o treinamento é todo feito por Internet o CBT (offline), onde o aluno recebe todo o conteúdo (apostilas e exercícios) em CD ou DVD e envia as avaliações à coordenação do curso o EAD tradicional, que envolve apostilas em formato impresso, cursos e os exercícios online no prazo previsto e envia os exercícios e testes (em papel) para o tutor e os formatos híbridos, que envolvem junção de cursos online e presenciais, realizados nas filiais da empresa em todo o Brasil.

    2.3 Outras ferramentas

    Por representarem uma parcela menor dentro do mundo da EAD na Internet, fica apenas o registro de uma lista de outras plataformas de educação a distância, com destaque para o Blackboard e o site português Formare:
    • ANGEL LMS
    • ATutor
    • Blackboard
    • CCNet
    • Claroline
    • Desire2Learn
    • Dokeos
    • eFront
    • Formare
    • HotChalk
    • ILIAS
    • metacoon
    • Odijoo
    • OLAT
    • Sakai Project
    • WebCT
    • SharePointLMS
    • JoomlaLMS
    • Pass-port

    3. Considerações finais

    A educação a distância é uma tecnologia em desenvolvimento muito utilizada no mundo todo que permite que o aluno não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que faça seu autoestudo em tempo distinto.
    A EaD deve ser vista como possibilidade de inserção social, propagação do conhecimento individual e coletivo, e como tal pode ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
    A interligação entre professor e aluno se dá por meio de tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídia, mas também pode ser utilizado o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPod, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes.
    A educação a distância (EaD), nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas, surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.
    Hoje temos a educação presencial, semipresencial (parte presencial/parte virtual ou à distância) e educação à distância (ou virtual), atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em países em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional.
    A educação a distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, cada vez mais foi também usada em programas que complementam outras formas tradicionais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial, assim, a educação deixa de ser concebida como mera transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimentos úteis ao aluno. Na educação a distância, o aluno é desafiado a pesquisar e entender o conteúdo, de forma a participar da disciplina, não deve haver diferença entre a metodologia utilizada no ensino presencial. As metodologias mais eficientes no ensino presencial são também as mais adequadas ao ensino à distância. O que muda, basicamente, não é a metodologia de ensino, mas a forma de comunicação. A Educação apoiada pelas novas tecnologias digitais foi enormemente impulsionada assim que a banda larga começou a se firmar, e a Internet passou a ser potencialmente um veículo para a comunicação à distância.
    A EaD caracteriza-se pelo estabelecimento de uma comunicação de múltiplas vias, suas possibilidades ampliaram-se em meio às mudanças tecnológicas como uma modalidade alternativa para superar limites de tempo e espaço.
    O ambiente virtual de aprendizagem ou LMS (Learning Management System) é um software baseado na Internet que facilita a gestão de cursos no ambiente virtual. Existem diversos programas disponíveis no mercado de forma gratuita ou não. O Blackboard é um exemplo de AVA pago e o Moodle é um sistema gratuito e muito utilizado. Todo o conteúdo, interação entre os alunos e professores são realizado dentro deste ambiente, é um software livre, o programa é gratuito e pode ser instalado em diversos ambientes, é desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual, que reúne programadores e desenvolvedores de software livre, administradores de sistemas, professores, e usuários de todo o mundo. Encontra-se disponível em diversos idiomas, inclusive em português. Muitas instituições de ensino (básico e superior) e centros de formação estão adaptando a plataforma aos próprios conteúdos, com sucesso, não apenas para cursos totalmente virtuais, mas também como apoio aos cursos presenciais. A plataforma também vem sendo utilizada para outros tipos de atividades que envolvem formação de grupos de estudo, treinamento de professores e até desenvolvimento de projetos.
    As pessoas se deparam a cada dia com novos recursos trazidos por esta tecnologia, que evolui rapidamente atingindo os ramos das instituições de ensino. Falar de educação hoje tem uma abrangência muito maior, e fica impossível não falar na educação sem nos remetermos à educação a distância, com todos os avanços tecnológicos proporcionando maior interatividade entre as pessoas. Utilizando os meios tecnológicos a EaD veio para derrubar tabus e começar uma nova era em termo de educação.
    As ferramentas de ensino a distancia são uma alternativa, para quem não disponibiliza da educação formal, mas se tornou uma modalidade de ensino de qualidade que possibilita a aprendizagem de um número maior de pessoas. Antes o EaD não tinha credibilidade era um assunto polêmico e trazia muitas divergências, mas hoje esse tipo de ensino vem conquistando o seu espaço. Porém, não é a modalidade de ensino que determina o aprendizado, seja ela presencial ou à distância, aprendizagem se tornou hoje sinônimo de esforço e dedicação de cada um.


    Referencias bibliográficas

    ALMEIDA, M. E. B. O computador na escola: contextualizando a formação de professores. São Paulo - SP: Tese de doutorado. Programa de Pós- Graduação em Educação: Currículo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – 2000

    BLOG www.colaborativo.org/blog/, 2009

    CHAVES, Eduardo - Ensino a Distância: Conceitos Básicos, Internet - www.edutec.net/Tecnologia%20e%20Educacao/edconc.htm#Ensino%20a%20Dist%C3%A2ncia - 1999

    JORNAL PRIMEIRA IMPRESSÃO (2004) – Educação a distância cresce no Brasil, Abril de 2004

    MORAN, José Manuel. EaD, porque não? In ??? et al. Educação Temática Digital, volume 10, Campinas – SP, 2009 páginas 54-70

    ________________. Os modelos educacionais na aprendizagem on-line. Disponível em: www.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm. Acesso em 20/02/2010.

    ________________. A educação a distância e os modelos educacionais na formação dos professores. In: BONIN, I. et al. Trajetórias e processos de ensinar e aprender: políticas e tecnologias. Porto Alegre: Edipucrs, 2008. p. 245-259. (XIV Endipe).

    ROSENBERG, Marc J. – e-Learning – Makron Books – 2002 apud MANSANO, João – aula

    SANTOS, João Francisco Severo. Revista Iberoamericana de Educación (ISSN: 1681-5653)
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